by elitedam on 28 Mar 2005, 00:29
Enviado por Lédio Carmona - 27/3/2005 - 18:36
Dádiva para os insones
Que chatice é ver a atual Seleção Brasileira jogar. De uns tempos para cá, o time desandou. Ficou lento, arrastado e, que os mais patriotas me perdoem, prepotente. O primeiro tempo diante do Peru foi assim. O grupo de Parreira achou que ganharia quando e como quisesse. O tempo passava e nada acontecia. Absolutamente nada. Era um vt das partidas contra Colômbia (0 a 0) e Equador (0 a 1 ) no fim do ano passado. Intervalo de jogo: 0 a 0. 46 minutos ideais para quem sofre de insônia. Quem viu, dormiu. Eu mesmo, que não tenho problemas com o sono, dei as minhas cabeçadas...
Abre parênteses, por favor. Parreira é o maior culpado dessa chatice. Um tsunami pode pegar a Seleção Brasileira desprevenida, não deixar pedra sobre pedra, que o treinador não se abalará. O primeiro tijolo de sua reconstrução começará por Zé Roberto. É incrível como esse apenas bom jogador tem vaga cativa na Seleção Brasileira. Ninguém mexe no RESERVA do Bayern Munique. É um intocável. Fecha parênteses.
No segundo tempo, Parreira, que não está a fim de se aborrecer, ouviu o pedido popular e lançou Robinho. Claro que não saiu Zé Roberto. O técnico tirou Juninho Pernambucano, que jogou pressionado pela sombra do craque do Santos e não rendeu o esperado. O time melhorou. Menos, Ronaldo. Fora de forma, pelo menos três quilos acima do peso, o centroavante estava estático. Reclamou do calor. Uma desculpa pífia. O tempo passava e Parreira resolveu pôr Ricardo Oliveira. Quem sai? Kaká. Aí, Casagrande, o ótimo comentarista da TV Globo, mereceu o prêmio de craque do jogo.
- Por que ele não tira o Ronaldo? A Seleção Brasileira não pode ter intocáveis. É uma injustiça Kaká sair desse jogo - bradou Casão.
Um minuto depois, Ronaldinho Gaúcho tocou, Ronaldo teve um lampejo e Kaká fez o gol da vitória. Foi a primeira vez que o trio acertou uma troca de passes. Por que? Talvez nem Parreira saiba...Gol feito, o técnico correu e pediu para Ricardo Oliveira esperar. Cinco minutos depois, Kaká saiu mesmo, para Renato entrar. Ronaldo e Zé Roberto, claro, nem foram cogitados no momento da substituição.
Para terminar, intocáveis e acomodação a parte, um aviso. A Seleção Brasileira padece do mal da prepotência. Seus jogadores acham que são pop stars e que vencem a qualquer hora e em qualquer lugar. Puseram nas suas cabecinhas de vento que são imbatíveis. O Dream Team do futebol. Algo parecido com o Real Madrid. Que há três anos não ganha nada. Não é a toa que a Argentina lidera as eliminatórias sul-americanas...
ps: um recado para os insones. Quarta tem mais. Aproveitem!
Vai a merda, Parreira!!!